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sábado, 17 de março de 2012

SEXO AGRADÁVEL A MIM E A DEUS



Poucos assuntos são capazes de atrair a atenção de tanta gente para propagandas, piadas e debates, como o sexo. No entanto, a abordagem que nossa sociedade faz desse assunto o distancia cada vez mais do status de belíssima invenção do Criador. Da pureza inicial, o sexo cada vez mais tem sido corrompido, levando ao pecado que tem atingido homens e mulheres: a impureza.
A pornografia e a masturbação são os sintomas mais claros, e por isso, mais falados, do pecado da impureza; mas não os únicos. A forma que se olha para o corpo alheio, os pensamentos que ocorrem após olhar, a maneira como se tem contato físico... enfim, muito do que passamos a achar normal, não é exatamente o “padrão dos fiéis” (1 Tm 4.12). Mas então qual será esse perdido padrão?
Como há mais de uma frentes de batalha, ou seja, áreas afetadas por uma mente impura, vamos tratar separadamente de algumas delas.
Como Olhar

Os olhos são, como se diz, “janelas” pelas quais entra o que escolhemos deixar entrar. Por trás do uso que fazemos deles está toda uma opinião, e fato é que as imagens transmitidas pela “janela” são guardadas em algum lugar de nossa mente, contribuindo para alimentar a forma de pensar.

O primeiro erro no uso da visão é forma como se olha para o corpo humano. A tradicional “viradinha da cabeça” do brasileiro quando passa uma mulher, ou o olhar atento para cada curva do corpo delas (que no fundo é motivado pelo desejo de tocar ou possuir) são arraigadas na sociedade, mas biblicamente reprovadas.

Em meio às muitas dificuldades que enfrentou, Jó não achou espaço para fixar seus olhos na beleza feminina, fazendo disso um deleite. Ele fez uma aliança com seus olhos (Jó 31.1) pois sabia que Deus reprovava isso (Jó 31.11,12) que era um desejo natural seu. Parece que o personagem bíblico achou em Deus o ponto em que seu coração estava usando os olhos de uma forma que já pode ser chamada “luxúria”. Em “Not Even a Hint - Guarding Your Heart Against Lust” Joshua Harris define que “A luxúria vai além da atração, da apreciação da beleza (...) - torna esses desejos mais importantes que Deus (...) a fim de obter satisfação”.

Nossos olhos também transmitem à mente imagens nas quais não devemos pensar, quando fazemos mal uso de filmes, programas de TV, sites, revistas, etc. Cada cena de sexo que assistimos, cada corpo nu que vemos, seja em vídeo ou foto, é um combustível aos desejos de nossa carne. Desejos que, tanto fora como dentro do casamento, se alimentados, nos separam do projeto de Deus de fazer do sexo a união máxima entre duas pessoas e apenas duas pessoas (Gn 2.24). J.R.R. Tolkien fala sobre sexualidade em suas publicadas cartas a seu filho e, mesmo buscando ressaltar a beleza do sexo, perdida na sociedade, admite a tendência da carne masculina à poligamia. Portanto, nossa prática deve ser guardar a mente do alimento mau, e alimentá-la com o que agrada a Deus.

Se, sinceramente, diante de Deus, todos os seus olhares são pecaminosos por se encaixarem na definição de luxúria, a solução é parar de olhar, em qualquer hipótese, para algo abaixo dos olhos de uma pessoa. Se os vídeos e fotos que costumam povoar sua visão são alimento a sua carne, e não a sua comunhão com Deus, é melhor aboli-los. É necessário ser radical. É o que Jesus traduziu em “Se teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti” (Mt 5.29).

Como Tocar

O contato físico é mais uma área em que somos tentados a pensar “Até onde posso (...) sem pecar?”. A verdade é que pensar em chegar à beira do precipício é uma atitude que revela que o desejo carnal pecaminoso ainda domina o coração.

É natural que o homem deseje o corpo feminino e a mulher o corpo masculino, mas infelizmente somos todos pecadores (Rm 6.23), logo o que nosso corpo nos pede não pode servir de parâmetro. Como abordamos acima, o projeto de Deus é fazer o casal ser uma só carne. Mas enquanto não se é de fato um casal, ou seja, não se é casado, o homem não deve ser feito um com nenhuma mulher. Logo, não possui o corpo de nenhuma mulher, e não tem direito de fazer o que bem entender de nenhum corpo. Isso inclui tanto o toque que visa a satisfazer o próprio desejo, como aquele que visa ao desejo sexual do outro. Não se engane. Tocar sua namorada de uma forma que a deixa sexualmente vulnerável, e naturalmente ela gosta, não é bondade com ela, mas sim maldade para com Deus.

Não há como fugir da verdade de que “a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz”(Rm 8.6). Seguir o plano de contato físico estabelecido por Deus é o melhor para o ser humano, e aquilo que se espera do cristão.

Como Se Satisfazer

Por trás dos hábitos de olhar para algo que não deve ocupar nossa mente, ou ter contato físico de forma errada, ou também da masturbação, está, na maioria das vezes, o errado pensamento de que o prazer gerado por essas práticas é direito nosso. Deus foi quem criou o prazer sexual como um presente, e espera que o aproveitemos plenamente dentro do casamento, mas ter esse prazer não é algo necessário para nossa existência.

Em Provérbios 19.23 lemos que “O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito”. Será que satisfeito significa “satisfeito em algumas áreas da vida”? Não. Satisfeito significa satisfeito. O ser humano não precisa de mais nada além de Deus. Ou, segundo Joshua Harris em “Sexo não é problema (lascívia, sim)”, “Temer a Deus e andar com Ele é a única coisa essencial”.

Deus espera que você aproveite o presente preparado por ele que é o sexo. Mas se você se guardar para o casamento e morrer antes dele, tendo a Deus você teve tudo o que precisou para ser feliz. E mais, ainda pode confiar que no céu experimentará um prazer que consegue ser maior do que o sexual (Sl 16.11).

Como agradar a Deus com a sexualidade

Vemos, portanto, que é possível ter uma sexualidade que agrada a Deus. Sua palavra nos dá as armas para não deixarmos os desejos da carne nos dominarem. Cabe a nós lutar para obedecer. Lutar sabendo que o preço pago por ele na cruz foi bem maior do que o que enfrentamos ao renunciar a luxúria (lascívia) (1 Co 6.20). Lutar sabendo que o prazer que Ele nos promete junto a Ele é maior, e não vale apena trocar o momentâneo pelo eterno.

 Este artigo foi escrito por Matheus Oliveira da Motta

 Fonte:ADOLESCENTES CRENTES

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