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domingo, 11 de novembro de 2012

CARTAS QUE ENSINAM


4º Trimestre 2012

Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 6 – VOCE ESTÁ CONTENTE HOJE?

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Compreendero conteúdo da carta aos Filipenses, conscientizando-se que a alegria e a satisfação do cristão e constante, independe das circunstancias que o rodeia.


Para refletir
“Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós”. (Fp 3.1- ARC).

Paulo exorta a Igreja para que tenha unidade e alegria em Cristo. A unidade entre os crentes não pode ser quebrada, e Paulo nos dá o segredo para mantê-la – Cristo é o segredo da verdadeira e duradoura alegria, Nele temos comunhão (Unidade) e o gozo proveniente do Seu Espírito.


Texto Bíblico: Fp 4:4-13.

Introdução
A expressão "alegrai-vos no Senhor" nos dá uma idéia de uma alegria que não depende de outros fatores, mas depende do Senhor. Assim, temos também uma idéia de condicionamento. Nossa alegria depende da nossa relação com Deus. Se esta relação estiver interrompida de alguma forma, então estaremos desligados da nossa fonte de alegria. Ficaremos tristes. Precisamos então eliminar o que se pôs entre nós e Deus, seja um ídolo ou outro pecado qualquer. Religados à fonte da alegria, nosso rosto volta a brilhar como uma lâmpada que se acende.


Epistola aos Filipenses
Data:Cerca de 61 d.C.

Tema:a alegria através do amor à Cristo. Em muitos aspectos, esta é a mais bela cara de Paulo, cheia de ternura, calor e afeição. Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal, apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo, embora prisioneiro, era muito feliz, e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para Paulo, Cristo era mais do que um exemplo; ele era a própria vida do apóstolo.

Palavras-Chave:alegria, regozijo.

Contexto Histórico e Data
Atos 16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem, por volta de 51 d.C.. Desde o começo, a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4.15-16; 2 Co 11.8-9). Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os Filipenses do que com qualquer outra igreja.

É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana, por volta de 61 d.C., para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito, que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.

Conteúdo
A mensagem permanente dos Filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é independente de condições externas, e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas, como sofrimento e perseguição.
A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Por toda a carta, Paulo fala da alegria do Senhor, enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria, como ocorre com todas as outras graças cristãs. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo, baseada na experiência do poder de sua ressurreição. Devido essa convicção, a vida de Paulo ganhou sentido. Mesmo a morte tornou-se uma amiga, pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.21-23)
A alegria apresentada em Filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1.6,10; 2.16; 3.20; 4.5).
Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Ele começa a carta agradecendo aos Filipenses pro sua parceria na propagação do evangelho através de suas ofertas monetárias. As ofertas, entretanto, são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão, ou como ele coloca em 4.17, “o fruto que aumente nossa conta”. Sendo assim, a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
II. Exortações 1.27-2.18
III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Conclusão 4.1-23


Perdas e Ganhos
O evangelho envolve perdas e ganhos (3.7-8). Isso não combina com certas pregações de prosperidade. Paulo estava preso, privado de muitas coisas, mas certo do seu ganho espiritual. Será que Paulo pensava em um evangelho que lhe proporcionaria riqueza material, uma grande casa, um lindo carro, o seu próprio negócio, etc? De modo nenhum.

Ele assumia as tribulações e os sofrimentos como fatores naturais no caminho do cristão e que tudo isso até contribuiria para o avanço do reino de Deus. "... As coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho." (1.12).

Ele destacou ainda, de modo comemorativo, que sua prisão tinha se tornado oportunidade para evangelizar os soldados romanos (1.13).
Quando, ao fim da epístola, Paulo diz: "Tudo posso naquele que me fortalece" (4.13), ele não estava ensinando uma declaração do pensamento positivo, como se quisesse colocar o cristão numa posição de sucesso absoluto, conforme a visão que o mundo tem de sucesso. Lendo no cap. 4.12, entendemos que Paulo estava dizendo que ele foi capacitado por Deus para passar por qualquer situação, fosse de abundância ou escassez, de humilhação ou honra, de fartura ou de fome. Certamente, o obreiro de Deus precisa estar pronto para tudo isso e não apenas para ser rico.
É verdade que Deus pode nos dar todo tipo de bens materiais. Entretanto, isso depende do plano Dele para cada pessoa. Não podemos colocar a riqueza material como conseqüência natural do evangelho. Isso não é bíblico. Na parábola dos talentos, aquele senhor deu uma quantidade de dinheiro correspondente à capacidade de cada um. É assim que Deus faz conosco. Ele não vai colocar em nossas mãos algo superior à nossa capacidade de administrar.
Precisamos focalizar o ganho espiritual, o galardão celestial e não o galardão terreno. Este, se vier, será bem-vindo. Porém, não pode ser o nosso objetivo.


Os Inimigos da Cruz
"Pois muitos andam entre nós, dos quais repetidas vezes eu vos dizia e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória..."(Fil.3.18-21).

Cruz é renúncia, é entrega, é perda, é humilhação, é morte. Disse Jesus: "Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perde-la-á, mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.".(Lc.9.23-24). Se não estivermos dispostos a perder nada pelo evangelho e ainda quisermos fazer dele uma ferramenta para o enriquecimento material, estaremos desvirtuando sua essência e negando a cruz.

Corremos o risco de colocar o ser humano como o centro do cristianismo, como se este existisse para atender a todos os nossos desejos terrenos. Desse modo, muitas pessoas estão nas igrejas com a expectativa de que Deus resolva todos os problemas delas e vêem Nele apenas um solucionador de problemas e não um Senhor.

"Buscai primeiro o Reino de Deus."(Mt.6.33a). Muitos precisam corrigir a orientação de sua busca ao Senhor. Precisamos buscá-lo, primeiramente, para sabermos a sua vontade para nós, e não para fazê-Lo conhecer a nossa vontade. Precisamos perguntar a ELE sobre o que devemos fazer para ELE antes de apresentar o que queremos que ELE faça para nós. Nós é que somos os servos. Ele é o Senhor.

Além disso, precisamos colocar os valores espirituais acima dos valores terrenos. Em sua oração pelos filipenses, Paulo pede que eles tenham amor, conhecimento, discernimento e fruto de justiça para a glória de Deus (Fil.1.9-11). São valores espirituais, os quais devem ser enfatizados, acima das nossas ambições materiais.
Colocando cada coisa no seu devido lugar e nível de importância, entenderemos a disposição de Paulo até para sofrer e morrer pelo evangelho. Em algum tempo da nossa vida podemos estar vivendo na abundância. Em outro tempo podemos estar sofrendo privações sem que isso signifique pecado nem fracasso espiritual. O cristão pode ser rico (II Tm.6.17-19) e pode ser pobre (II Cor.8.1-2; Fil.4.11). O que não se pode é vincular o evangelho à riqueza material. Afinal, Jesus disse que os ricos dificilmente se salvarão. E Paulo acrescentou que os que querem ser ricos caem em muitas tentações. (Lc.18.24; II Tm.6.9-10).

Deuses Estranhos
Paulo disse que "andam entre nós" muitas pessoas "cujo deus é o ventre”. Entre nós significa dentro da igreja. São pessoas que não estão servindo ao verdadeiro Deus, mas estão procurando apenas seu próprio interesse. Eram como aquela multidão que acompanhava Jesus apenas por causa dos pães e dos peixes que Ele multiplicava (Jo 6.26). Isso é até admissível por algum tempo. Muitos só vão atrás de Jesus motivados por uma necessidade pessoal. Porém, chega um momento quando todos são desafiados a assumirem uma posição de compromisso com o Senhor. Seguir a Cristo nos faz passar por momentos de milagres, de pão e peixe multiplicados, de cura, de libertação, etc., mas nesse caminho também existe uma cruz.

O “deus” daquelas pessoas era o ventre. A alimentação estava acima de tudo para elas. Existem hoje tantos deuses sendo adorados e servidos. Na sociedade atual, o futebol é um deus ou uma religião. Não é à toa que os grandes jogadores são considerados “ídolos”. Os estádios reúnem pessoas como não acontece em nenhum templo religioso do mundo. Elas vão ali, pagam para entrar, nada ganham, e algumas chegam a matar ou morrer pelo seu time. As copas do mundo reúnem povos de muitas nações num congraçamento jamais realizado por nenhuma religião.

Outro deus da atualidade que podemos mencionar é o sexo. A sexualidade extrapola as portas conjugais e se manifesta nas músicas, nos comerciais, nos filmes, nas novelas, etc. Deixa de ser um componente do casamento e passa a ser usado como produto comercial. Aqueles que servem a esse deus tornam-se escravos de suas práticas extra-conjugais.

O dinheiro é também um deus da humanidade. Cristo mesmo já mencionou algo semelhante quando disse: "Não podeis servir a Deus e a Mamom"(Mt.6).
Os exemplos que mencionamos não são coisas intrinsecamente más. O futebol não é algo mau. O dinheiro também não. O sexo, por sua vez, foi criado por Deus e é correto desde que praticado dentro do matrimônio. O problema é quando essas coisas são colocadas acima de Deus, como se fossem mais importantes do que Ele. Se trocamos o compromisso com Deus por outra coisa, então essa coisa é o nosso deus.
Através do jejum, das ofertas e da abstinência pelo tempo necessário, nós demonstramos, na prática, que o Senhor Jesus está acima de tudo para nós.


Regozijai-vos No Senhor
Paulo, mesmo preso, estava se regozijando (1.18). Possuía uma alegria sem motivo aparente (1.4,18,25). Ele usa não apenas a palavra alegria, mas gozo e regozijo, que são termos ainda mais fortes, que falam de uma alegria intensa, grande satisfação ou prazer (2.2; 2.17,18,28,29).

A chave do contraste entre a prisão de Paulo e sua alegria é a expressão: "Regozijai-vos no Senhor (3.1; 4.1,4,10). A alegria do cristão não vem de fora para dentro, mas de dentro para fora. Alegria no Senhor não depende de circunstâncias mas depende do Senhor, e Ele não muda. Um cristão alegre no meio da tribulação? Isso é loucura para o mundo. Tal alegria provém de uma paz que excede todo entendimento (4.7).

Em meio a tantas expressões de alegria, o texto de 2.28 menciona a "tristeza". Isso é bom para que não falemos do cristianismo como se fosse algo irreal, utópico. Paulo esteve triste por causa da doença de Epafrodito. Nesse mundo podemos passar por momentos de tristeza. Porém, ela não pode nos dominar, não pode ser nossa companheira constante. Observe que, embora a tristeza tenha sido mencionada, ela não se tornou característica nem tema da epístola. Da mesma forma como não se tornou característica de Paulo nem será nossa. Podemos ficar tristes por alguns momentos ou até por alguns dias? Sim. Daniel esteve triste durante 21 dias (Dn.10.2). Podemos nos entristecer pelo pecado cometido (I Cor.5.2; II Cor.7.8-10), por uma perda, pelo sofrimento próprio ou alheio. Entretanto, não seremos pessoas tristes nem viveremos na tristeza.

É verdade que Jesus chorou, conforme nos informa o menor versículo da Bíblia (João 11.35). Porém, Jesus não viveu chorando e nem nós podemos viver assim. Paulo também chorou por causa daqueles que se perdiam (Fil.3.18). Que a tristeza em nossas vidas seja o menor versículo e que a alegria preencha longos capítulos da nossa existência.



Alegria X Ansiedade
Ao escrever aos filipenses sobre a alegria, Paulo estava consciente de que a ansiedade poderia ser um empecilho nesse caminho (4.4-7). Talvez deixemos de usufruir em plenitude da alegria do Senhor (NE 8.10), porque estamos ansiosos.
Algumas vezes, a ansiedade, ou preocupação, ocorre por um motivo legítimo. Estamos nos sentindo ameaçados, então ficamos ansiosos. Entretanto, em muitos casos a ansiedade se manifesta sem fundamento real.

Podemos estar ansiosos porque buscamos algo e ainda não alcançamos. Pode ser algo necessário, mas, em muitos casos, trata-se de uma busca ambiciosa pelo excesso, por aquilo que é supérfluo. Não seria melhor fazer calar a nossa alma, como disse o salmista? (Sl 131.2). "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus", diz o Senhor. (Sl 46.10). Ele está no controle da nossa vida. Ele nos dará o que precisamos e até o que não precisamos, se isso for bom para nós. "Não andeis ansiosos", disse Jesus aos seus discípulos (Mt.6.25-34).

Em todas essas situações, a fé, a oração e a gratidão são os remédios prescritos pelo apóstolo Paulo. Se crermos em Deus e no seu cuidado para conosco, isso já é um forte motivo para o nosso descanso. Em segundo lugar vem a oração. Nossa fé se expressará através das nossas palavras. Estamos nos sentindo ameaçados por alguma coisa ou oprimidos por alguma necessidade? Vamos levar tudo isso diante de Deus através da oração.Quando oramos, dividimos a responsabilidade com Deus. Se você faz tudo na vida sem orar, então a responsabilidade é toda sua. Se der errado, a culpa é sua. Quando oramos, estamos pedindo que Deus faça a parte que não está ao nosso alcance. Contudo, continuamos responsáveis por aquilo que podemos fazer.

Tendo orado, temos mais um motivo para descansar. Em nossa oração, precisamos também agradecer. A gratidão, mais do que uma expressão verbal, é um exercício. Precisamos, freqüentemente, olhar para tudo o que Deus já nos deu e agradecer. É bom que agradeçamos por cada coisa, cada pessoa, cada conquista, cada realização, e até mesmo pelo que não conseguimos, pois até isso foi livramento do Senhor, embora possamos não ter compreendido. Esse exercício é um antídoto contra as ambições excessivas. Normalmente vivemos olhando para o que falta e nos esquecemos de agradecer pelo que já temos. Valorizamos demasiadamente o que falta e desvalorizamos o que já temos. Isso é um erro do ser humano que aumenta a ansiedade e diminui a alegria.

A ansiedade, seja por motivo legítimo ou não, é resultado dos nossos pensamentos. Paulo nos aconselha a selecionar nossos pensamentos. Se pudermos agir para resolver determinado problema, então devemos fazê-lo, mas ficar apenas cultivando a preocupação não vai nos levar a nada. Precisamos então, pensar em coisas boas, positivas, agradáveis, e isso será favorável ao nosso bem estar e à nossa alegria. Embora tais palavras possam parecer apenas a valorização do pensamento positivo, Paulo coloca a pessoa de Deus como a fonte da nossa paz (4.9).



Unidade e companheirismo  (1.27; 2.2)
Os filipenses haviam mandado uma ajuda financeira para o apóstolo (4.16-18). Ele se regozijou muito pela comunhão que os irmãos tiveram com ele naquele momento difícil. É na dificuldade que a comunhão e a unidade se tornam mais necessárias e importantes. "Na angústia nasce o irmão"(Pv.17.17).

É nessa hora que se descobre o verdadeiro amigo. Os falsos desaparecem.
O tema da unidade também se apresenta na epístola quando Paulo fala de um "companheiro de jugo" (provavelmente Síntique – 4.2-3,14). O jugo, também chamado "canga", "é uma peça de madeira que une dois bois e os prende ao carro ou ao arado" (Aurélio). Companheiro de jugo é companheiro de trabalho. É um tipo de sociedade num momento de dificuldade.

Conclusão
A unidade depende da humildade (2.3-4). O orgulho e o egoísmo trazem divisão. Para demonstrar o valor da humildade, Paulo usa a pessoa de Cristo como exemplo (2.5-11). Afinal, não haveria exemplo melhor. O texto do capítulo 2.5 a 11 nos mostra a trajetória de Jesus. É um quadro de humilhação progressiva até a morte na cruz. Em seguida, vem sua exaltação acima de toda a criação.

"Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros."(2.4). Cuide do problema do seu irmão como se fosse seu, desde que não esteja havendo abuso nem aconteça de você estar atrapalhando o crescimento da outra pessoa. Ajude o seu próximo, mas, de preferência, ensine o seu próximo a ajudar a si mesmo. Existe um momento em que devemos carregar a carga uns dos outros (Gál.6.2) e outro momento em que cada um deve levar sua própria carga (Gál.6.5). É preciso sabedoria para discernir essas ocasiões e agir da maneira correta.

Se assim procedermos, seremos vitoriosos e alegria do SENHOR será constante em nosso cotidiano, e poderemos dizer: “A alegria do SENHOR é a nossa força”

 Profª. Jaciara da Silva 

sábado, 3 de novembro de 2012

LIÇÃO 5 EM SLAIDS

A  Aline da EBD criativa é mesmo muito criativa com esses slaids da lição
por isso vamos compartilhar .
Uma bom recurso visual para sua aula, seu estudo e ainda  se você quiser em power point peça
neste Email :  ebdcriativa@gmail.com












Fonte:http://ebdcriativa.blogspot.com.br/2010/10/adolescentes-subsidio-licao-05-efesios.html

4º TRIMESTRE 2012




Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 5 – EFÉSIOS É A CARTA DA ... ?

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Conhecera epistola aos Efésios, conscientizando-se da das bênçãos que recebem aqueles que pela fé, demonstram em seu cotidiano que vivem para Cristo.


Para refletir
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.”(Ef. 2:8 – ARC).

A maioria dos homens tenta colocar Deus numa posição de débito com relação a sua salvação. Eles trabalham para serem salvos, ao invésde trabalharem por serem salvos. Eles vão "procurando estabelecer a sua própria justiça" (Rm. 10:3).

Somente aqueles que"provaram que o Senhor é gracioso", não sentem objeção no seu coração à declaração de um simples crente - "Se Deus não tivesse me escolhido antes de eu ter nascido, Ele nunca teria visto motivo para me escolher depois, pois não há nada em mim que atraia o amor de Deus

Texto Bíblico: Ef. 4:1-6


Introdução
Ninguém, a não ser os crentes, sabem o que e descobrir a bonita face de Cristo que é "mais formoso do que os filhos dos homens" (Sl. 45:2), e ter o coração suprido com a alegria e a paz em crer.
Já fez esta descoberta? Eu posso dizer "Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso" (1Pe. 1:8). Antes não via nenhuma beleza em Jesus que me fizesse desejá-lo. Mas Ele saltou montanhas e montes,  mostrou-me Suas mãos e Seus pés perfurados por pecadores. Mostrou-me que existe lugar sob Sua justiça. Mostrou Seu coração, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre; e agora, eu só posso dizer que Ele é para mim belo e glorioso, excelente e gracioso.
Se existisse dez mil maneiras diferentes de perdão, eu as ignoraria e correria para Ele. Ele é completamente gracioso. Isto, eu acredito, é fé salvadora, a qual é dom de Deus.

“Graça maravilhosa! (quão doce o som!)
Que salvou um miserável como eu.
Estava perdido, mas agora fui achado
Estava cego, mas agora vejo.
Foi graça que ensinou meu coração a temer,
E graça trouxe alívio aos meus medos;
Quão preciosa aquela graça pareceu
Na hora em que cri!
Através de muitos perigos, armadilhas e ciladas,
Eu finalmente vim;
Esta graça me trouxe em segurança até aqui
E me conduzirá ao lar”.


A epístola aos Efésios
Data:Cerca de 61 d.C. durante a 1ª prisão em Roma, ocasião em que Tíquico levou também as cartas aos Colossenses e a Filemon.

Tema:A Igreja Gloriosa

Palavras-Chave:lugares celestiais, corpo, glória.

Contexto Histórico e Data
Éfeso era um importante porto da Ásia Menor, localizado perto da atual Izmir. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Apocalipse 2-3, um fato relevante para estudar esta epístola, uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas.
Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18.21), ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 d.C. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.8-10), desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20.17-38).

Enquanto estava preso em Roma, Paulo escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Confinado e aguardando julgamento (3.1; 4.1; 6.20), o apóstolo escreve esta carta encíclica - para se lida por várias congregações. Efésios e, provavelmente, a mesma carta mencionada em Cl. 4.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava.

Conteúdo
A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1.6,12,14). A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus, sua sabedoria e seu poder. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa, madura e de um ministério “sem mácula, nem ruga” (5.27).
Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo.

Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal:
1) antes da igreja ir para a guerra, ela deve andar;
2) antes de andar, a igreja aprende onde ela está.

A carta divide-se em duas seções:
1) a oposição do crente, caps. 1-3
2) a prática do crente caps. 4-6.


Grandes bençãos “em Cristo”
O homem sem Deus não tem a possibilidade, a chance, a sombra de uma esperança, de satisfazer a justiça eterna de Deus, e nem a menor vontade de fazê-lo. Romanos 3:9-20 já explica claramente a posição humana. Egoísmo, ódio, e a inimizade contra Deus são o status espiritual inicial de todo ser humano, e é isto- e não o fato de nunca terem ouvido o evangelho- que os condena. É a doença que mata e não a falta de remédio.

Esta incapacidade de justiça real, de buscar a Deus, também é o motivo pelo qual o homem não pode simplesmente escolher ter fé. É o motivo pelo qual obra nenhuma- nem mesmo a obra de amar a igreja, ou de pertencer a ela- pode salvar; nossa justiça é imunda, nossas mãos são fracas, nossa vontade é escrava, e nossa fé não é nem mesmo nossa, porque é um dom de Deus, e não uma decisão humana. Se o homem pudesse ser salvo por obras, poderia ser salvo pela lei; e se o homem pode ser salvo pela lei, Jesus morreu em vão. O homem é salvo inteiramente pela ação e misericórdia de Deus. Ele nos busca, e não vice-versa. Nesta visão de depravação total tanto calvinistas como arminianos concordam.

O novo nascimento, o momento em que o homem deixa de viver em trevas e passa a andar na luz, o momento em que ele deixa de pertencer ao mundo e passa a ser um filho de Deus, é resultado da fé. Através da fé o homem pode aceitar o sacrifício de Cristo, através da fé o homem pode entrar na nova existência; mas esta fé não é, como já foi dito acima, uma atitude humana, um mero assentimento intelectual. É dom de Deus. Aliás, o próprio Paulo explica isto majestosamente em Efésios 2, uma das mais perfeitas exposições da doutrina da salvação. Daí a dificuldade de definir "que tipo de fé" salva; porque a única fé verdadeira, a fé real que gera arrependimento e salvação, vem exclusivamente do alto, e é impossível compreendê-la completamente.

Quanto a como o homem recebe esta fé- seja pela graça irresistível de Deus, segundo seu conselho eterno, seja pela graça proveniente de Deus, segundo sua vontade de salvar a todos.

Apesar da salvação vir pela fé, a fé não é criada por nós, mas dada por Deus. A salvação não vem se você combinar as doutrinas certas em sua mente, como se a salvação fosse uma receita de bolo com diversos ingredientes; a salvação vem quando você recebe de Deus o dom da fé- e esta fé não é uma sensação fofinha, uma mera inclinação espiritual ou mística, mas carrega dentro de si um conjunto de doutrinas sólidas e eternas. A fé não é mero assentimento intelectual, mas ela opera não somente no coração, mas também (e talvez principalmente) na mente.

Quanto ao conteúdo desta fé, os pontos específicos nos quais passamos a crer, é complicado dizer que um ou outro é absolutamente necessário como sinal de que a fé é verdadeira. Creio, porém, que a fé gerada por Deus estará fundamentada nas seguintes verdades: que há um só Deus em três pessoas: Pai, Filho, e Espírito Santo; que este Deus é nosso criador, e criador do universo, e que todas as coisas foram criadas para sua glória; que pelo pecado de Adão nos tornamos pecadores merecedores do inferno, mas a misericórdia de Jesus Cristo, Deus e Filho de Deus, excedeu nossa iniqüidade; que Jesus Cristo, o Filho eterno, o Logos de Deus, a perfeita expressão de seu caráter, se fez carne, viveu sem pecado, foi traído, torturado, e executado, e pagou por nossos pecados com seu justíssimo sangue; que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos, vencendo a morte e garantindo a ressurreição futura daqueles que o servem; que Jesus Cristo ascendeu ao Pai, e está assentado ao seu lado direito, governando sua igreja e preparou um lugar para ela na eternidade; que Deus agora aceita e justifica suas criaturas pelo sacrifício de Cristo; que ao homem justificado é possível buscar santificação, e viver em obediência a Deus, através do poder e da presença vivificante do Espírito Santo; que há uma comunidade eterna e única dos santos, o corpo de Cristo: a Igreja, santa e gloriosa, eternamente e espiritualmente unida, apesar de estar separada por divisões temporárias e dissensões doutrinárias; que Deus nos deixou sua Palavra, santa e inspirada, proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, e para instruir em justiça; que um dia Jesus Cristo dará um fim à história humana, e que todos os vivos e os mortos, os santos e os pecadores darão contas perante a Ele; que novos céus e nova terra aguardam os que pertencem ao Senhor, mas todo aquele que recusou sua misericórdia sofrerá eternamente sob seu juízo.

Estes são os pontos sobre os quais todo cristão pode (ou ao menos deveria) concordar, os fundamentos do cristianismo, os fundamentos sem os quais o edifício não pode ser construído. Não digo que a fé resultará apenas nestas crenças, mas que a fé não virá sem que elas venham junto. E é esta fé, que vem do Senhor e transforma nossas mentes, que traz a salvação, tanto do protestante quanto do católico. Esta é, de modo resumido e grosso, a posição protestante, e é o que queremos dizer quando pregamos que a salvação vem pela fé.


Conclusão
Jesus é descrito como o “autor e consumador” da fé. As palavras gregas escolhidas por Paulo em Efésios são interessantes, refere-se à origem, fonte, começo, e então, por extensão, ao autor. Teleiotes refere-se a alguém que completa ou aperfeiçoa.

Considere o que isto significa:Jesus é a origem e fonte da fé, o objetivo da fé, Aquele que completa e aperfeiçoa a fé. Certamente, parece que toda a vanglória por parte do vaso, por ter contribuído com seu livre-arbítrio para crer, é deixada de lado, não parece?

Para os cristãos estas são palavras preciosas. Quando estamos fracos, quando estamos desencorajados, quando parece que possivelmente não poderemos continuar, qual é a nossa única confiança? – Cristo. Deus não abandonará os Seus. Somos deveras guardados pelo poder da fé, mas não uma fé meramente humana, mas uma fé divina, um dom de Deus!

Por que alguns tropeçam e caem, enquanto outros perseveram? É que alguns são melhores e mais fortes do que outros? Não. A razão descansa na diferença entre ter fé salvadora e ter uma fé que não é divina na origem ou natureza. Muitos são aqueles que fazem uma profissão de fé não baseada na regeneração, e a “fé” que é deles não sobreviverá.

Jesus ensinou esta verdade na parábola do solo em Mateus 13:3-9, 18-23. Algumas das sementes que foram semeadas resultaram em crescimento imediato. Mas o crescimento não produziu fruto e não sobreviveu. Estes são aqueles que têm uma fé falsa, humana, que não persevera. Mas aqueles com verdadeira fé produzem fruto e permanecem.
Uma vez que esta verdade é entendida, podemos vê-la sendo mencionada freqüentemente na Escritura. Veja com atenção como Pedro se refere à fé:
“E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde”. (At. 3:16)

A fé vem através de quem? Cristo. Isto é o porquê Pedro pôde escrever anos mais tarde:
“E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.”(1 Pe 1:21)

Somos crentesatravés dEle, não através de nós mesmos. Fé é um dom, a possessão universal de todos os crentes
Fonte: Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva  

sábado, 27 de outubro de 2012

Lição 4

Em slaids achei na EBD criativa gostei muito e quero compartilhar
você baixa no seu pc como foto, monta no power point  e pronto  pra dar seu estudo.
confira:
















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LIÇÃO 4


4º Trimestre 2012
Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

 CONFRONTO HISTÓRICO

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Entenderque combatemos constantemente as obras das trevas, porém que nosso maior inimigo é nossa própria natureza; conscientizar-se da necessidade do fruto do Espírito para vencermos no dia a dia.

Para refletir
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”.(Gl. 5.17 – ARC).

O espírito e a carne são opostos um ao outro, conforme evidenciado por suas obras e frutos (Gl 5.19-22). O resultado dessa oposição é um conflito interno dentro de todos os cristãos, aqueles que aprendem que não podem ser vitoriosos por sua própria força (Rm 7.15-23), que se submetem ao Espírito Santo e procura desenvolver o fruto do Espírito, esses serão mais que vencedores.

Texto Bíblico: Gl. 5:16-26.

Introdução
Na Bíblia de Estudo Genebra, o texto em questão já começa com duas coisas interessantes: Paulo usa o verbo Andar na forma imperativa Andai e o advérbio de tempo jamais que modifica completamente a atitude do verbo (v. 16). O apóstolo quis nos passar a seguinte ordem: "Caminhai, continuamente, no Espírito e, em tempo nenhum (nunca) cumprireis os desejos (vontades) da carne".
Definição do termo "Carne"
Paulo diz no cap. 6:13 que os agitadores da Galácia queriam circuncidar os gálatas a fim de gloriarem-se em sua "carne" e, em 2:16, o apóstolo relata que pela observação da lei, "nenhuma carne" (isto é, ninguém) será justificada. Paulo usa o termo "carne" em, pelo menos, três sentidos. Em um sentido mais geral, refere-se ao que é humano. Em outro sentido, refere-se ao corpo físico. Em um sentido mais específico, principalmente quando aparece em oposição ao "espírito", refere-se à natureza humana pecaminosa, que envolve também a mente e a alma.

O Conflito da Oposição
O Espírito e a carne são diretamente opostos um ao outro, conforme evidenciado por seu fruto e obras (v. 19-22). O resultado é um constante conflito implacável e arrebatador dentro dos cristãos, em que eles não podem ser vitoriosos por sua própria força.
Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos. O único caminho para nos libertarmos de nossos desejos pecaminosos é por intermédio do poder recebido do Espírito Santo (veja Rm 8:9; Ef 4: 23,24; Cl 3: 3-8).
Eles, o Espírito e a Carne, opõem-se entre si para não nos deixar fazer o que queremos (v.17b); isto significa que não temos vontade própria (Rm 7: 15-23).

Obras Versus Fruto
Segundo o Aurélio (dicionário), Obras são efeitos do trabalho ou da ação; Fruto é Resultado, conseqüência. Os termos usados por Paulo nos vs. 19a e 22a fazem ligação direta com a escolha do cristão. Se optarmos pela carne, desfrutaremos de sua ação e provaremos seus efeitos; entretanto, se escolhermos o Espírito, conseqüentemente, colheremos seu fruto.
Outra coisa interessante que precisamos observar nesses termos é que, quando se refere à carne, encontramos suas obras ligadas indiretamente, porém, distintas entre si. Exemplo: enquanto um idolatra, outro se prostitui, outro pratica homicídios, outros pregam heresias e assim sucessivamente; porém, todas as obras estão ligadas à mesma natureza pecaminosa.
Agora, quando se trata do Espírito, muda completamente o cenário. Ao invés de usar o plural, tudo fica no singular. Isto é, a conseqüência de quem anda no Espírito é o Seu fruto produzido gradativamente dentro do cristão. Exemplo: ninguém pode ser benigno, se não tiver paz, gozo, alegria, amor, bondade, fé, mansidão, domínio próprio e amor. Tudo está interligado. Não há distinção.

Todos nós temos desejos pecaminosos e não podemos ignorá-los. A fim de podermos seguir a orientação do Espírito Santo, devemos, decididamente, enfrentá-los (crucificá-los - 5:24).
Quem vencerá essa árdua batalha entre o Espírito e a carne? Vencerá aquele que nós escolhermos.

As Obras Da Carne
Para facilitar a compreensão, vamos dividir as obras da carne em 04 (quatro) grupos e, assim, analisar cada grupo detalhadamente.
Nesta parte do estudo, refletiremos sobre os dois primeiros grupos. São os seguintes:

1. Pecados da carne - Os pecados da carne são aqueles que pertencem à própria natureza humana pecaminosa. São eles:
·         Prostituição (vs 19a)
A prostituição têm vários conceitos, segundo o Dicionário Aurélio - Século XXI. São eles:
 a) Iniciar na vida de prostituto; entregar à devassidão (libertinagem); desmoralizar, corromper;
 b) Fig. Tornar vil (Mesquinho, miserável, insignificante) ou degradante; degradar, aviltar, desonrar. Ex: prostituir a justiça;
 c) Expor publicamente: as dançarinas que prostituem o corpo aos olhos dos fregueses de cabaré;
 d) Entregar-se à vida de pública devassidão; tornar-se prostituto;
 e) Produzir (o artista ou o cientista de capacidade) obra artística ou científica com o objetivo exclusivo de enriquecer, desprezando princípios, idéias, ou a qualidade do trabalho: muitos pintores de talento se prostituem, tornando-se verdadeiros comerciantes;
 f) Desonrar-se, aviltar-se, praticando ações vergonhosas ou indecorosas; rebaixar-se: a justiça não pode prostituir-se;
 g) Deixar-se corromper por suborno de favores.

Por que Deus proibiu a prostituição? (Dt 23: 17-18)
Quase todas as outras religiões conhecidas na época incluíram a prostituição como ritual de adoração aos ídolos. Mas a prostituição escarnece da idéia original de Deus para a família, ao tratar o sexo como um ato que não exige compromisso entre o homem e a mulher. Fora do casamento, o sexo é destrutivo.

Onde se origina a Prostituição?
Jesus nos ensina que a prostituição tem origem no coração do homem (Mt 15: 19). Porém, o corpo não foi feito para ser dado à prostituição (I Co 6: 13).

Como lidar com a Prostituição?
 - Fugir dela - I Co 6: 18
 - Mortificá-la (torturar, castigar) - Cl 3: 5.
 - Abster-se dela (privar, impedir) - I Ts 4: 3.

·         Impureza (v. 19a)
A impureza, segundo o Aurélio, é a qualidade ou estado de impuro (imundo, contaminado, infetado).
Esse pecado está ligado diretamente aos pensamentos profanos e imundos que permeiam a mente dos cristãos. Paulo disse aos filipenses que "... tudo que é puro...nisso pensai" (Fp 4: 8). A pureza é caracterizada por tudo aquilo que de Deus. Pensar ao contrário, é impureza.
Esse pecado também pode ser conhecido como "maus pensamentos" (Mt 15: 19a) e, consequentemente, gera a cobiça (Mt 5: 27-28).
·         Lascívia (Luxúria, libidinagem, sensualidade)
Esse pecado também pode ser conhecido por dissolução, do original grego, significa deboche total, indecência desavergonhada, desejo desenfreado, depravação irrestrita. A pessoa com essa característica tem uma oposição insolente à opinião pública, pecando à luz do dia com arrogância e desdém (Ap 4:3).

2.Pecados ligados à religião
Nesse grupo, relacionamos dois pecados ligados à religião pagã, relatados por Paulo aos cristãos da Galácia.
A.     Idolatria (vs 19b)
Esse pecado tem dois conceitos interessantes:
1. Culto prestado a ídolos. O ídolo pode ser uma estátua ou um simples objeto cultuado como deus ou deusa; todavia, figuradamente, é uma pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo.
2. Amor ou paixão exagerada, excessiva. Um sentimento avassalador, excessivo, por algo ou alguém, também se caracteriza como idolatria. Geralmente, as pessoas que possuem esse tipo de sentimento, proferem as seguintes expressões: "meu filho é a minha vida", "minha mãe é tudo pra mim", "se eu perder essa mulher, mato-me", "sem esse homem, não sou nada", "mexa comigo, mas não toque em minhas roupas", "toque em mim, mas não nas minhas coisas".
A Palavra de Deus nos manda "fugir" da idolatria com o mesmo fervor que fugimos da prostituição (1 Co 10:14).

B.     Feitiçarias (v. 19b)
Segundo o Aurélio, é a Ação ou prática de feiticeiro ou feiticeira. É o mesmo que Bruxaria, que têm as seguintes definições:
1. Suposto exercício de poderes sobrenaturais
2. Acontecimento que se atribui a artes diabólicas ou a espíritos sobrenaturais. Exemplos: bagata, bozó, bruxedo, caborje, carochas, coisa-feita, feitiçaria, feitiço, fungu, macumba, malfeito, mandinga, mandraca, mandraquice, mocô ou mocó, mundrunga, sacaca, salgação, sortilégio, trabalho;
3. Ação maléfica atribuída a bruxos ou magos; magia negra;
4.Magia:
 - Arte ou ciência oculta com que se pretende produzir, por meio de certos atos e palavras, e por interferência de espíritos, gênios e demônios, efeitos e fenômenos extraordinários, contrários às leis naturais; mágica, bruxaria;
 - Religião ou doutrina dos magos; magismo;
 - Magnetismo, fascinação, encanto, mágica;
 - Conjunto mais ou menos sistemático de saberes, crenças e práticas, relativamente institucionalizados dentro de um grupo social e que dizem respeito à possibilidade de manipular certas forças impessoais ou indecifráveis que se manifestam na natureza, na sociedade ou nos indivíduos.

O Apostolo Paulo condena categoricamente quem faz uso dessas práticas, dizendo que "... Não herdarão o Reino dos Céus" (Gl 5:21b).
Portanto, não podemos, como cristãos, compartilhar e/ou concordar com esse tipo de prática em nosso meio. Precisamos protestar com a Palavra de Deus e lutar todos os dias, andando em Espírito, para vencermos essas obras da carne.


3. Pecados de temperamento
o   Inimizades.É o mesmo que falta de amizade, aversão, malquerença. É o tipo de pessoa que não tem afinidade com ninguém, arruma problema com todo mundo, não tem amigos, vive metido (a) em confusão. Uma pessoa que exerce essa obra da carne não se satisfaz em ver duas pessoas como amigas, não acredita em ninguém, desconfia de tudo e todos e faz de tudo para que as pessoas ao seu redor se dêem bem.
o   Porfias.Oriunda do Latim "perfídia", essa palavra quer dizer "por via popular". Esmiuçando melhor, é agir por instinto natural do ser humano, que já se tornou um costume popular. Em sentido literal, porfia significa: 1. Discussão ou contenda de palavras; polêmica e 2. Insistência, pertinácia, teima, obstinação; no sentido figurado, essa palavra assume um sentido de competição, rivalidade; disputa.
Nesta passagem aos gálatas, Paulo usa porfia para exemplificar àqueles irmãos que gostam de discutir por tudo, criar polêmica com coisas pequenas e criar contendas por coisas fúteis.
o   Ciúmes.Essa palavra tem uma origem interessante. Vem do Latim Zelumen, de Zelus, que vem do grego Zêlos, que significa 'cuidado'; 'ardor'; 'inveja'; 'ciúme'.
É um sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém; zelos. Perceba que ciúme e inveja são sinônimos e, é acerca deste último que o apóstolo lista para os gálatas. O ciúme aqui é um despeito invejoso; inveja. E diz um ditado popular que inveja é o mesmo que "falta de capacidade".
o   Iras.O sentido usado nesse texto é o mesmo usado em Lc 4:28, que traz o significado de "raiva inflamatória, raiva explosiva, agitação turbulenta, agitação fervorosa, ímpetos impulsivos de raiva". Paulo está falando aqui daqueles cristãos que têm "o pavio curto", que se explodem com facilidade, que enchem o coração de ira por qualquer coisa.
o   Discórdias(Pelejas) e Dissensões. É o mesmo que desarmonia, desentendimento, desinteligência, desavença, desordem, briga, contenda
o   Heresias(Facções). Do grego Haireseis, essa palavra originalmente denotava fazer uma escolha ou ter uma opção. Depois evoluiu para ter uma preferência devido a uma opinião ou sentimento, e passou facilmente para um sentimento de desunião, escolha de lados, ter diversidade de crença, criar dissensão e substituir a submissão à verdade por opiniões rebeldes.
o   Invejas.A palavra propriamente dita significa desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem e desejo violento de possuir o bem alheio. Este sentimento esteve presente na vida dos irmãos de José de tal forma, que os fizeram vender seu irmão como escravo (Gn Cap. 37).
o   Homicídios.É a Morte de uma pessoa praticada por outrem; assassínio. A Bíblia nos informa que este sentimento procede do coração corrompido do homem (Mc 7:21). Quando falamos em homicídio pensamos, diretamente, no ato propriamente dito; porém, matamos as pessoas não só fisicamente, mas sentimentalmente e socialmente todos os dias, quando dizemos palavras duras e impensadas, quando podemos e não queremos ajudá-las, quando humilhamos essas pessoas, nos achando superiores, quando somos indiferentes à situação alheia, dentre outros fatores.

Paulo, após fazer toda a listagem das obras da carne, enfatiza e decreta que, todos os que praticam essas obras, NÃO herdarão o Reino de Deus (Gl 5:21).
Como cristão, não podemos permitir que essas obras façam parte da nossa vida cotidiana. Precisamos "esmurrar nosso corpo" todos os dias e crucificá-lo na cruz de Cristo, para que a vontade do Espírito Santo prevaleça em nossa vida.


O Fruto do Espírito
Chegamos a melhor parte deste estudo. Porque, enquanto nas partes anteriores tratamos sobre o que NÃO fazer, aqui trataremos sobre tudo que precisamos fazer em nosso dia-a-dia.
Essas virtudes são caracterizadas como fruto em contraste a "obras". Somente o Espírito Santo pode produzi-la, e não nossos próprios esforços. Um outro contraste é que, enquanto as obras da carne são mais de uma, o fruto do Espírito é um e indivisível. Quando o Espírito controla completamente a vida de um cristão, ele produz todas essas graças.
Paulo usa a metáfora do fruto para descrever a condução do cristão em Rm 6:22; Ef 5:9; Fp 1:11. João Batista da mesma forma proclamou que o verdadeiro arrependimento produz ações morais concretas como "fruto" (Mt 3:8; Lc 3:8).
Para facilitar nossa compreensão, também dividiremos o fruto do Espírito em seções (grupos). São eles:
1.  FRUTO DE ATITUDE EM RELAÇÃO A DEUS (Amor, Alegria e Paz)
1.1. Amor
Na Bíblia há dois principais sentidos bíblicos para entendermos o amor. Ele pode ser DOM ou FRUTO.
1.1.1. Dom. Esse é o amor Ágape mencionado no capítulo 13 de I Coríntios. É um presente de Deus para o ser humano, expresso na pessoa do Senhor Jesus e é a maior dádiva espiritual. É o amor "que tudo espera, tudo crê e tudo suporta". Como a base de todos os dons é o amor, esse espírito de amor é o fator de qualificação para o exercício bíblico dos dons do Espírito Santo.
1.1.2. Fruto. Essa característica apresentada no texto aos gálatas é, na verdade a ação da primeira, mais conhecida como "caridade". No vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade. Mais precisamente, é o exercício do dom supremo derramado em nós pelo Espírito Santo.
O Amor produzido pelo Espírito é como o amor de Cristo.

1.2.  ALEGRIA.
Quando as coisas estão bem, sentimos alegria. Quando as dificuldades chegam, muitas vezes, afundamo-nos na depressão. Mas a verdadeira alegria transcende a onda gigante das circunstâncias; vem de um relacionamento consistente com Jesus Cristo (Jo 15:11).
A alegria é um tema comum nos ensinamentos de Cristo; Ele quer que sejamos alegres (Jo 17:13; 15:11; 16:24). A chave para essa alegria incomensurável é viver em contato íntimo com Cristo, a fonte de toda a alegria. É o resultado de quem anda em Espírito.

1.3.  PAZ.
Do grego eirene, que pode ser comparado com "irênico" ou "Irene", denota um estado de descanso, quietude e calma; inexistência de rivalidade; tranqüilidade. Geralmente tem o sentido de bem-estar. Eirene inclui relacionamentos harmônicos entre Deus e os seres humanos, os seres humanos entre si, nações e famílias. Jesus, como o Príncipe da Paz, dá paz àqueles que o invocam para salvação pessoal.
O Senhor Jesus e o apóstolo Paulo nos convocam a termos paz com todos os homens (Mc 9:50; Rm 12:18).

2.   FRUTO DE RELACIONAMENTOS SOCIAIS(Longanimidade, Benignidade, Bondade)
2.1.  Longanimidade.
Makrothumia, no grego, é a palavra usada para paciência. Essa palavra denota tolerância, paciência, firmeza, resistência, resignação. A capacidade de suportar perseguição e maus-tratos também está inclusa em makrothumia. Descreve uma pessoa que tem o poder de vingança, mas ao invés disso é comedida. Longanimidade nada mais é do que o exercício contínuo da paciência. É o mesmo que paciência sem limites. Essa característica é fruto do Espírito.
2.2.  Benignidade.
A palavra no original usada para benignidade é chrestotes, que significa bondade em ação, amabilidade em disposição, carinho ao lidar com os outros, benevolência, generosidade, afabilidade. Esta palavra descreve a capacidade de agir pelo bem-estar daqueles que testam sua paciência. O Espírito Santo tira características abrasivas de alguém sob o seu controle.
2.3.  Bondade.
O sentido usado nesse texto de Paulo aos gálatas, é o mesmo usado na carta aos romanos (Rm 15:14), que é o de beneficência, bondade em manifestação verdadeira, virtude equiparada com a ação, propensão generosa tanto para querer como para fazer o que é bom, bondade intrínseca produzindo generosidade e um  estado ou existência divinos.

3.  FRUTO DE CONDUTA CRISTÃ(Fé, Mansidão, Temperança)
3.1.   Fé.
Não há maior conceito usado para a fé, como o que é usado na carta aos hebreus, onde ela é o "firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11:1).
A Fé assemelha-se a uma mulher grávida, que espera um filho, porém, não o vê e tem a certeza da sua existência.
Ela é o pré-requisito para se achegar a Deus, porque é impossível agradá-lo sem Fé (Hb 11:6).
3.2.   Mansidão.
Esta palavra é mais bem traduzida como serenidade, não como uma indicação de fraqueza, mas de poder e força sob controle. A pessoa que possui essa qualidade perdoa injúrias, corrige erros e governa bem seu próprio espírito (Cf. 1 Tm 6:11).
3.3.   Temperança (Domínio Próprio).
É a qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites e paixões; sobriedade. É aquela pessoa que consegue dominar seus desejos, instintos, paixões e vontades.

Conclusão
Estar cheio do Espírito nos chama tanto para o caráter quanto para a atividade cristã. O fruto do Espírito Santo deve crescer em nossas vidas da mesma forma que seus dons devem ser mostrados através de nós.
O fruto do Espírito é uma obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos do seu controle sobre a nossa vida - não conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda.
Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir nossa vida à Dele (Jo 15:4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo
Fonte: Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva